COMPAIXÃO DISFARÇADA

COMPAIXÃO DISFARÇADA

“A compaixão disfarçada está enraizada na crença de que todos nós estamos fazendo o melhor que podemos. Quando somos conduzidos pela compaixão cega/ disfarçada, nós apartamos todos com demasiada complacência criando desculpas para o comportamento dos outros e criando situações gentis naquelas que exigem um” não “, uma voz inconfundível de desagrado, ou uma firme fixação e manutenção de limites.

Estas coisas podem, e muitas vezes devem ser feitas por amor, mas a compaixão disfarçada mantém o amor demasiado manso, condenado a usar uma face amável. Enraizada no medo, e não apenas medo do confronto, mas também o medo de não se aproximar como uma pessoa boa ou espiritual.

Quando estamos comprometidos com a compaixão disfarçada raramente mostramos raiva, pois não só acreditamos que a compaixão tem que ser gentil/bondosa, mas também temos medo de perturbar alguém, especialmente ao ponto de nos confrontar.

Isto é reforçado por nosso julgamento sobre a raiva, especialmente em suas formas mais ardentes, como algo menos espiritual; algo que não deveria estar lá se estivéssemos sendo verdadeiramente amorosos. A compaixão disfarçada reduz-nos a viciados em harmonia, nos aprisionando em uma implacável e positiva expressão.

Com a compaixão disfarçada, não sabemos como – ou não vamos aprender a – dizer “não” com qualquer poder real, evitando o confronto a todo custo e, como resultado, permitindo que padrões insalubres continuem.

Nosso “sim” é então anêmico e impotente, desprovido do impacto que poderia ter se também pudéssemos acessar um claro e forte “não” que emanado do nosso âmago.

Quando calamos a nossa Voz Essencial, a nossa capacidade receptiva é reduzida a uma brecha permissiva, a um abraço sem discernimento, a uma receptividade pobremente limítrofe, o que indica uma falta de compaixão por nós mesmos (na medida em que não nos protegemos adequadamente).

A compaixão disfarçada confunde a raiva com a agressão, a força com a violência, o julgamento com a condenação, o cuidado com tolerância exagerada e maior tolerância com perfeição espiritual “.

~ Robert Augustus Masters, Spiritual Bypassing

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DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
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Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br
Grata Vilma!

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