LIBERANDO A MATRIZ, UMA NOVA NOVELA – 15º CAPÍTULO

ATRAVÉS DA MATRIX
Os Arcturianos
Através de Suzanne Lie
22 de Junho de 2018

15º Capítulo

PERMITINDO O AMOR

Enquanto estava no fundo do penhasco, a dor era tão extrema que alternava momentos de consciência e inconsciência. De algum modo, eu sabia que precisava ficar acordada, mas a dor era tão intensa que eu queria dormir. É isto o que eu ganho ao me separar de todos em nossa comunidade?

“Não, querida, ouvi outra voz dizer: “Este é apenas um acidente muito ruim. Mas você precisará permitir que as pessoas cuidem de você por algum tempo, pois estas feridas são extremas.”

A voz parecia com a de Shalone, mas eu não conseguia ver a sua face, ou quase nada. Na verdade, eu continuei desmaiando e acordando por alguns minutos e, então, desmaiando novamente. Eu precisava de ajuda, mas estava bem distante da Aldeia, e não tinha como deixar alguém saber que eu estava aqui na floresta e ferida no fundo de um penhasco.

“Por que eu não contei a ninguém para onde estava indo? Como eles irão saber onde procurar por mim? ” Eu me ouvi chorar em voz alta.

Então, de repente, ouvi um farfalhar na floresta e alguém estava chamando meu nome. Tentei chamar de volta, mas não tinha a minha capacidade de falar e estava perdendo a consciência novamente. Então, pensei em meus amigos animais. Talvez eles levassem os aldeões para mim?

Eu fiz um chamado para todos os meus pássaros, veados e até mesmo alguns amigos ursos: “Por favor, guiem o meu povo para mim”

Acabei de dizer “meu povo”?, perguntei a mim mesma. Então, ouvi a voz doce de Shalone dizendo: “Sim, amor, eles são o seu povo. E alguns deles permitiram que a natureza lhes dissesse onde encontrá-la.”

“Na verdade,” a voz de Shalone continuou, “Eles estarão aqui em breve. Eu vou ficar com você aqui até que eles cheguem. Então você deve confiar neles e permitir que eles a amem e cuidem de você. ”

Eu sabia exatamente do que Shalone estava falando. Eu tinha afastado todos e não tinha permitido que eles entrassem no meu mundo. Eu nunca tinha permitido que eles cuidassem de mim, e depois os culpava por eles não cuidarem de mim.

Com essa percepção, eu os ouvi caminhando pela floresta.

De repente, dois cães de caça tinham me encontrado e estavam latindo e correndo de volta para os meus amigos para guiá-los para mim. Oh, meu Deus, eu disse “meus amigos”. Isso significa que eu posso finalmente deixar outras pessoas entrarem no meu coração e na minha mente?

“Lá está ela!” Eu ouvi a voz forte do meu amigo John. Sim, ele tentou inúmeras vezes ser meu amigo, mas eu o evitei, e não de maneira muito agradável.

“Eu preciso cair de um penhasco para finalmente confiar nas pessoas?” Eu disse em voz alta.

“Sim, você precisa, querida amiga”, ouvi John dizer. “Mas nós somos realmente seus amigos para sempre!”

Com essas palavras, eu desmaiei. Eu me perguntava onde eu iria agora, quando ouvi John dizer: “Você não irá a lugar nenhum, e eu também não.”

Como ele sabia dizer isso para mim? Ele poderia ler minha mente?

“Amigos para sempre, amigos para sempre”, circulou em minha mente enquanto lentamente perdi a consciência novamente e entrei, ainda, em outro mundo. Mas este mundo tinha amor e luz e cura e diversão. Eu poderia permitir esse mundo na minha vida?

Então ouvi John dizendo: “Segure-se Zara Lynn! Eu estou aqui e não vou deixá-la!

DOIS ANOS MAIS TARDE

Foram necessários dois anos para a cura do meu corpo. Mas John estava certo. Ele só saía do meu lado para preparar a comida para nós. Os membros da aldeia asseguravam-se de que sempre tivéssemos comida na despensa, e muitos deles traziam comida que eles haviam preparado para nós.

Sim, “NÓS!” Eu nunca pensei que eu seria um “NÓS”, mas John manteve sua palavra e nunca me deixou. De fato, mesmo depois que eu estava bem o suficiente para cuidar de mim mesma, o que levou mais de um ano, ele ficou comigo.

A única e maravilhosa diferença, foi que quando eu estava bem o suficiente, ele começou a dormir comigo na “NOSSA” cama. “NÓS” e “Nosso” foram palavras que eu raramente tinha falado antes do querido John entrar na minha vida.

Normalmente, a Aldeia não permitia que um casal “não casado” dormisse juntos, mas todos sabiam que essa era uma situação diferente. Além disso, todos sabiam o que eu não ousava sonhar, a vila inteira sabia que John e eu nos casaríamos.

Eu sei que pela minha história eu posso parecer muito jovem para me casar, mas eu tive o meu primeiro “momento de mulher”, e John estava começando a fazer a barba. No entanto, John e eu queríamos ter certeza de que não nos casaríamos por causa de algumas regras externas. Se decidíssemos nos tornar Marido e Esposa, faríamos, quando quiséssemos e como quiséssemos.

Como alguns dos meus ferimentos estavam nas minhas “partes genitais”, eu não achava que seria possível ter um bebê ou engravidar. Por outro lado, o amor que John e eu compartilhamos tornou-se tão forte que decidimos fazer do nosso relacionamento uma promessa que compartilharíamos para sempre.

Eu digo “para sempre”, porque finalmente admiti que tinha morrido no fundo daquele penhasco, mas de alguma forma consegui retornar. Na verdade, “de alguma forma” não está correto. Eu lutei contra a morte e venci porque sabia que John me amava e que ele ficaria triste demais se eu morresse.

Quando ele foi o primeiro a estar ao meu lado, ele olhou para os meus olhos semi-abertos com tanto amor e carinho que eu podia sentir o seu profundo amor entrar no meu coração e fluir lentamente através do meu corpo gravemente ferido. Foi o amor de John que me curou.

O amor incondicional de John nunca me pressionou a fazer sexo antes que meu corpo se curasse o suficiente, e ele nunca colocou nenhuma pressão sobre mim para ter uma criança com ele. Na verdade, ele me disse que não assumiria o risco de eu carregar uma criança com meus “órgãos femininos” cronicamente feridos.

Nossa vida sexual era tão suave quanto uma brisa matinal e tão forte quanto uma árvore gigantesca. Depois, muitas vezes, caminhamos juntos pela floresta em busca de animais feridos ou pássaros.

Quando os encontrávamos, o que costumávamos fazer, nós os levávamos para casa e os curávamos carinhosamente. Nós sentimos como se estivéssemos agradecendo à floresta de alguma forma, permitindo-me sobreviver e me curar da queda.

As pessoas da nossa Aldeia observavam nossos relacionamentos e viram como eu havia me curado, assim como John e eu trabalhávamos juntos para curar os seres da floresta. De fato, sempre que uma criança ou um animal estava ferido ou doente, eles eram trazidos para nossa casa para que John e eu os curássemos, o que fazíamos.

À medida que envelhecíamos, a coragem suave de John e sua forte tomada de decisões fizeram dele um líder em nossa aldeia. Na verdade, ele acabou se tornando o líder da nossa aldeia. E eu, acredite ou não, me tornei parteira.

De alguma forma, minha experiência de quase morte me deixou com o “dom da cura”. Meu serviço de cura havia começado com a cura de animais, o que percebi que poderia fazer com um toque amoroso. De alguma forma, minha experiência de quase morte me deixou com o “dom da cura”.

Gradualmente eu expandi minha cura de animais para curar humanos. Então, eu também me tornei uma “parteira”, bem como um “Curador através do Toque” para os aldeões que estavam feridos ou doentes. Nossa vida, e me dá grande alegria dizer “nossa vida”, foi maravilhosa. Isso é, foi maravilhosa até o dia em que John de repente, e muito pacificamente, morreu.

A perda de John foi profunda demais para suportar e comecei a ficar muito doente. Eu tinha certeza de que iria morrer e uma parte de mim queria morrer, pois não conseguia imaginar a vida sem John. No entanto, uma doença horrível começou a fluir através da nossa aldeia. Então fui chamada dia e noite para ajudar os outros.

No entanto, alguns, na verdade, muitos dos nossos aldeões morreram. Quando as viúvas e viúvos me procuraram para ajudar em sua tristeza, também comecei a passar pela minha tristeza também. Mas essa é uma história que devo guardar para mim mesma, pois ainda é difícil de compartilhar.

Depois que o luto da Aldeia foi gradualmente substituído pelo nascimento de novos bebês, as alegrias da vida começaram a voltar para nossa aldeia. Eu já era bastante velha, então quando não estava curando, estava dormindo.

E quando eu dormia, sonhava com John. Mas irei falar sobre isso no próximo texto. O sono está próximo e a essência do meu querido John, também.

(continua…)

INTRODUÇÃO

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Formatação – DE CORAÇÃO A CORAÇÃO 
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Suzanne Lie – http://suzanneliephd.blogspot.ca
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
Grata Regina!

LUZ!
STELA

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