NATURALIZAÇÃO DA MORTE

Por Fátima D’Agostino

16 de Maio 2021

Observando as mortes evitáveis que estão ocorrendo no Brasil, entrei em profundo contato com as crenças que carrego sobre vida, morte, carma, justiça e abundância. Ofereço, amorosamente, para possível reflexão.

É fato, pessoas morrem mais pelas mãos de outros humanos do que por envelhecimento do corpo ou doenças genéticas. São inúmeros acidentes provocados por erro ou negligência, seja de avião, carro, ônibus, trem, deslizamentos de terra, etc., por homicídios, por suicídios, por falta de atendimento médico, além das milhares que ocorrem pela injustiça social e com a nossa assinatura, inconsciente ou não.

Nas tragédias evitáveis, acreditamos que nada acontece sem a vontade de Deus. A vontade de Deus, se assim podemos dizer, é então a nossa vontade, pois Somos Deus.

Revolta e indignação com tragédias nos aciona o medo e automaticamente o egoísmo, pois não nos retirou do convívio alguma pessoa amada. Se for pessoa próxima, a dor vira revolta e agressividade, quando não depressão e desalento.

Repara, quando recebemos notícias de morte, procuramos logo saber: morreu de que? Depois, mentalmente, justificamos: era doente, era rancoroso, chegou a sua hora, ninguém morre na véspera, mora em lugar de risco, Deus quis assim.

O corpo humano é perfeito para nos abrigar até envelhecermos muito, mas morremos de morte evitável. As religiões, em geral, nos fazem acreditar que se morre porque Deus quis ou porque está pagando o mal que fez nessa ou em outra vida.

Respira e sinta profundamente: se Deus interfere na vida humana, quem somos nós? Somos parte da Fonte Criativa, ou Deus se assim entende, então, nós escolhemos entre a vida e a morte a cada respiração.

Enquanto houver um só ser vivo sofrendo e morrendo sem assistência, sem esperança ou dignidade, não haverá paz para nenhum de nós. O autoconhecimento da essência divina honra a nossa existência e da formiga, do gato, do rio, da pedra, da árvore e das pessoas.

Não somos iguais, claro, mas estamos todos natureza. Quantas vezes não matamos um bicho sem mesmo refletir sobre esse ato?

Essa displicência e falta de respeito é a mesma com que uma pessoa mata a outra, pois estamos em graus morais diferentes, mas todos permeados pelo egoísmo porque a morte de uma pessoa, de uma floresta, de um rio, de animais, além da exploração excessiva dos recursos naturais são aceitos sem reflexão ou reverberação na forma como consumimos ou agimos.

Naturalizamos a morte precoce com justificativas religiosas e filosóficas. Não é natural. Natural, é coabitarmos o planeta em harmonia, abundância e paz até o nosso corpo envelhecer. Desperte! Honremos o divino que habita cada ser!

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